quarta-feira, 23 de setembro de 2026
DESFILE CÍVICO ESTUDANTIL DE 7 DE SETEMBRO - FELISBURGO/MG - 2026
O Retrato da Pátria
A gente reclama, faz birra,
“Diz que este país não engata,”
Que a crise nos prende e sufoca,
Que o rumo se perde na mata.
Mas basta cruzar a fronteira
Pra ver que o amor não desata!
O nosso Brasil se constrói
No soco que bate no peito.
De um povo que caminha no sol,
Calejado por tanta batalha.
"O forte aqui nunca falha!"
O sertão que há dentro de nós
É a força que o medo estraçalha.
“Se há uma pedra no caminho,”
A gente desvia e avança.
“Colhemos a flor do espinho,”
E desse "nó na garganta".
Cantamos “as palmeiras”.
E lembramos “que a vida
Quer da gente é coragem!”
“Ame,
pois, esta pátria, mesmo errada, confusa e sofrida”. – pediu o poetinha.
“Pois não há no mapa do mundo
Um país que seja mais fecundo!"
Por isso, no Sete de Setembro,
Erguendo a bandeira pro alto,
O peito acelera o compasso,
A alma dá um sobressalto...
Brasil, meu gigante imperfeito,
De raça, de riso, de cor.
A gente te critica na praça,
Mas morre por ti, se preciso for.
Pois por baixo de toda a poeira,
O que sobra é o mais verdadeiro e puro amor!
SALVE O BRASIL!
SALVE O POVO DA NAÇÃO BRASILEIRA!
TEMA: Educação: Uma História de Amor, Resistência e Liberdade
SETOR 01: Nacionalismo
GUARDA-BANDEIRA E HINO NACIONAL
"Salve, Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança...” – Castro Alves
MENSAGEM INICIAL
Senhoras
e senhores, autoridades presentes, educadores, estudantes, visitantes e comunidade
de Felisburgo.
Neste
dia tão especial, reunimo-nos para celebrar uma das datas mais marcantes da
história do Brasil: o 7 de Setembro, Dia da Independência.
Mais
do que recordar um acontecimento histórico, este momento nos convida a refletir
sobre valores essenciais à construção de uma nação forte e democrática: a
liberdade, o respeito, a cidadania, a educação e o amor à Pátria.
Hoje,
nossa praça transforma-se em um grande palco de memórias e homenagens. Cada
pelotão, figurino, alegoria e apresentação representa o empenho de estudantes,
professores, gestores, famílias e colaboradores na celebração da nossa história
e identidade.
Neste
ano, sob o tema “Educação: uma história
de amor, resistência e liberdade”, percorreremos momentos marcantes da
trajetória educacional brasileira, mineira e felisburguense, reconhecendo o
papel transformador da educação na formação da cidadania e do desenvolvimento
humano.
Que
este desfile fortaleça em todos nós o orgulho de sermos brasileiros, o respeito
por nossa história e a esperança em um futuro cada vez melhor.
Com
grande honra e elevado sentimento cívico, iniciaremos as apresentações do
Desfile Cívico Estudantil deste 7 de Setembro.
“MESTRES DE ONTEM, GUIAS DE SEMPRE.”
"Que saudades da professorinha que me ensinou o bê-á-bá" - Ataulfo Alves
Queridos
mestres! Queridas mestras! Há pessoas que passam pela vida. Outras permanecem
para sempre. Vocês pertencem a essa segunda categoria. Transformaram salas de
aula em jardins de sonhos, onde cada criança era uma semente de futuro
cultivada com dedicação, paciência e amor. Foram mãos que apontaram caminhos,
vozes que ensinaram as primeiras letras e corações que acolheram medos e
incertezas. Em cada lição ensinada e em cada palavra de incentivo, deixaram
marcas que o tempo jamais apagará. Silenciosamente, vocês ajudaram a construir
nossa cidade. Não com tijolos ou concreto, mas com algo muito mais duradouro: a
educação, que ilumina caminhos e transforma vidas.
Em
nome do povo felisburguense, recebam nossa mais profunda gratidão. Obrigado
pela dedicação, pelos ensinamentos e pelo amor com que exerceram a mais nobre
das missões: educar.
O tempo passa, mas a luz que vocês acenderam em tantos corações continuará brilhando através das gerações.
Queridos mestres, recebam o carinho, o respeito e a eterna gratidão de Felisburgo. Muito obrigado! (APLAUSOS)
“AS CORES DA BANDEIRA”
As
cores da Bandeira Nacional representam a história, a riqueza e a identidade do
povo brasileiro. O verde simboliza
nossas matas e a grandeza da natureza; o amarelo representa as riquezas de
nossa terra; o azul retrata o céu e a imensidão do Brasil; e o branco expressa
o desejo de paz e união entre todos.
Mais
do que cores, a nossa Bandeira carrega o orgulho de uma Nação, a esperança de
um povo e o amor pela Pátria brasileira.
“PRIMEIRO REGIMENTO DE CAVALARIA DE GUARDAS: OS DRAGÕES DA INDEPENDÊNCIA E DOM PEDRO I”
Às margens do riacho do Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822, um grito ecoou pela história e marcou o nascimento de uma nova Nação.
Dom Pedro I, diante dos desafios de seu tempo, proclamou a Independência do Brasil, dando início a uma nova etapa na trajetória de nosso país. Ao seu lado, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas representam a bravura, a disciplina e a presença daqueles que acompanharam e protegeram os momentos decisivos da nossa história.
Com orgulho, saudamos “Dom Pedro I e os Dragões da Independência”, uma homenagem ao passado, à liberdade e à história de uma Pátria que segue sendo construída por seu povo.
“FORÇAS ARMADAS: A DEFESA DA PÁTRIA E O COMPROMISSO COM O BRASIL”.
As
Forças Armadas representam as instituições responsáveis pela defesa e proteção
da nossa Pátria. Formadas pelo Exército Brasileiro, pela Marinha do Brasil e
pela Força Aérea Brasileira, têm como base a hierarquia, a disciplina e o
compromisso com a Nação.
Ao longo da história, seus integrantes têm contribuído para a defesa do Brasil e também para ações de apoio à sociedade, nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento.
Neste desfile, nossos estudantes homenageiam aqueles que dedicam suas vidas ao serviço da Pátria, representando valores como coragem, honra, disciplina e amor ao Brasil.
“POLÍCIA MILITAR DE
MINAS GERAIS: A FORÇA DA MULHER NA
SEGURANÇA PÚBLICA ”
A Polícia Militar de
Minas Gerais desempenha papel fundamental na proteção da sociedade, guiada pela
disciplina, coragem e compromisso com o cidadão. Neste desfile, homenageamos as
mulheres da corporação, que, com dedicação e competência, conquistaram seu
espaço na missão de servir e proteger.
À frente do pelotão,
destaca-se a representação da Coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, marco
na história da instituição. Ela foi a primeira mulher a assumir o Comando-Geral
da Polícia Militar de Minas Gerais, em seus 251 anos de existência.
Com quase três
décadas de trajetória, tornou-se referência na prevenção à violência doméstica
e na defesa dos direitos das mulheres, inspirando novas gerações.
Nosso carinho e admiração a todas as mulheres
da Polícia Militar de Minas Gerais, pelo compromisso de proteger e servir à
sociedade mineira.
GUARDA MIRIM DE FELISBURGO
A Guarda Mirim de Felisburgo é um projeto social voltado à formação
cidadã, à proteção social e ao desenvolvimento integral de adolescentes e
jovens. Originada em Joaíma, a iniciativa expandiu-se pela região e iniciou
suas atividades locais em fevereiro de
2026, atendendo hoje 23 alunos
entre 14 e 19 anos.
O projeto é uma filial da ONG Guarda Mirim Alferes Tiradentes
(Betim/MG) e atua por meio de atividades físico-militares, preparação para
concursos, intercâmbios e orientação vocacional. Busca, sobretudo, ampliar
horizontes, apresentar novas oportunidades e preparar os jovens para os
desafios da vida pessoal, profissional e cidadã.
A iniciativa é desenvolvida em
parceria com a Polícia Militar de Minas
Gerais, Prefeitura de Felisburgo,
Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social e
parceiros locais.
Guarda Mirim: formando cidadãos,
promovendo inclusão e abrindo caminhos para o futuro!
OS ESTADOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
O Brasil, com sua grandiosa extensão
territorial e sua rica diversidade cultural, é organizado politicamente em
estados para garantir melhor administração e desenvolvimento de sua população.
Nosso país possui 26 Estados e o Distrito Federal, distribuídos em cinco grandes regiões geográficas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
A Maçonaria esteve presente em
importantes momentos da história do Brasil, defendendo os ideais de liberdade,
autonomia e soberania, com forte influência na Independência e na decisão de
Dom Pedro de romper com Portugal. Nesse período, destacam-se os irmãos Andrada,
de modo especial, José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência
e principal conselheiro do imperador, que moldou essa transição por uma via
monárquica e centralizadora. Ao desfilar nesta data significativa, a Loja
Maçônica Nascentes de Pureza, de Felisburgo rende homenagem aos que ajudaram a
escrever a história da nossa liberdade. A Sublime Ordem reafirma seu
compromisso com a fraternidade, cidadania, educação, solidariedade, civismo e o
amor à Pátria. Seus membros assumiram a realidade de suas gerações, colocando
sua inteligência e patriotismo a serviço da construção de uma nação livre, como
herdeiros de uma tradição secular que cultiva o conhecimento.
SETOR 02: A Educação no Brasil
“EDUCAÇÃO: UMA HISTÓRIA DE AMOR, RESISTÊNCIA
E LIBERDADE.”.
Após o primeiro setor
deste desfile, dedicado ao civismo, ao patriotismo e aos símbolos que unem a
Nação Brasileira, chegamos agora ao coração de nossa celebração.
O grupo Feliz Idade
nos honra abrindo o segundo setor deste Desfile Cívico, apresentando o tema que
conduzirá nossa caminhada nesta tarde: “Educação:
uma história de amor, resistência e liberdade.”
Consigo trazem a sabedoria dos anos, as
memórias de diferentes gerações e a experiência de quem ajudou a construir nossa
comunidade. Os integrantes do Feliz Idade representam a própria história viva
da educação. Em seus passos, reconhecemos o valor dos ensinamentos que
atravessam o tempo, fortalecem laços e transformam vidas.
Que sua presença nos inspire a percorrer esta
emocionante viagem pela história da educação, celebrando aqueles que
aprenderam, ensinaram e mantiveram acesa a chama do conhecimento em nossa
terra.
“EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA.”.
A alegoria trazida
pela Escola Municipal Euplínia Magalhães Barbosa celebra a Educação Inclusiva, um dos
mais nobres compromissos da escola contemporânea: garantir a todos o direito de
aprender, participar e desenvolver plenamente seus talentos e potencialidades.
Representados nesta
alegoria, os estudantes da Educação Especial nos ensinam valiosas lições de
coragem, perseverança e superação. Suas trajetórias mostram que as diferenças
não são barreiras, mas expressões da riqueza e da diversidade humanas.
Uma calorosa salva de palmas para a Educação
Especial, símbolo de que a inclusão transforma vidas e torna a escola um espaço
mais humano, justo e acolhedor para todos.
“A PRIMEIRA EDUCAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
Entre 1549 e 1759, com a chegada dos jesuítas
da Companhia de Jesus ao Brasil, teve
início a primeira experiência organizada de educação em nosso território.
Liderados por Padre Manuel da Nóbrega e Padre José de Anchieta, os colégios e missões tornaram-se
espaços de ensino, catequese e aprendizado.
Os povos indígenas tiveram papel fundamental
nesse processo, participando dos primeiros contatos entre diferentes culturas,
saberes e formas de educação.
Este pelotão também homenageia Madalena Caramuru, considerada a primeira mulher
alfabetizada do Brasil. Filha da indígena Catarina Paraguaçu e do português Diogo
Álvares Correia, o Caramuru, ela representa os primeiros mestiços brasileiros e
simboliza os passos iniciais da educação feminina em nossa terra.
Entre encontros, desafios e transformações,
nasceram as bases da educação brasileira.
“AS AULAS RÉGIAS”
Após a expulsão dos jesuítas, em 1759, a
educação brasileira passou por uma importante reorganização. Surgiram então as Aulas Régias, criadas pelo Marquês de Pombal, que vem representado à frente deste
pelotão, com o objetivo de substituir o antigo sistema de ensino e colocar a
instrução sob maior controle do Estado.
Mantidas por meio de um imposto chamado Subsídio Literário, as Aulas Régias ofereciam disciplinas
como Gramática, Latim, Grego e Retórica, ministradas por professores nomeados
pela Coroa Portuguesa. Entretanto, a educação desse período não era destinada a
todos: o acesso ao ensino era restrito principalmente aos meninos da elite colonial, enquanto meninas, pessoas
pobres, escravizados e grande parte da população permaneciam excluídos da
educação formal.
Esse modelo de ensino, criado em 1759,
permaneceu em vigor até a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em
1808.
“O NASCIMENTO DAS FACULDADES NO BRASIL”
A chegada da Família Real
Portuguesa ao Brasil, em 1808, marcou um novo momento para a
educação brasileira. Diante da necessidade de formar profissionais para atender
às demandas do Reino, Dom João VI criou os primeiros cursos de ensino
superior no país, dando origem às primeiras faculdades brasileiras.
Essas instituições tinham como principal
objetivo preparar médicos, militares, juristas e outros profissionais,
atendendo principalmente aos interesses da elite
colonial e da administração do Império. Nesse período, o acesso
ao ensino superior era restrito e destinado inicialmente aos homens.
Este pelotão representa o nascimento das
faculdades no Brasil, um importante passo na história da educação brasileira,
mas também revela os desafios de uma época em que o conhecimento ainda era
privilégio de poucos.
“PRIMEIRAS ALUNAS DO BRASIL”
A
educação das meninas no Brasil deu um importante passo a partir de 15 de outubro de 1827, com a criação das escolas de
primeiras letras destinadas também ao público feminino.
À
frente deste pelotão, a figura de Dona Leopoldina
homenageia a imperatriz que exerceu grande influência nos primeiros anos do
Brasil independente. Defensora da instrução pública, contribuiu para fortalecer
o princípio da gratuidade do ensino primário previsto na Constituição de 1824.
Falecida em 1826, pouco antes da sanção da Lei, Dona Leopoldina não chegou a testemunhar esse avanço. Muitos historiadores consideram que a criação das escolas para meninas representou também uma homenagem de Dom Pedro I à esposa que tanto o auxiliou nas decisões do governo.
Este pelotão celebra as Primeiras Alunas do Brasil, pioneiras na conquista do direito à educação. Aplausos!
“ENFIM, JUNTOS! MENINOS E MENINAS.”.
Prezado
público presente! Diante de nós, um pelotão que celebra a Reforma Rocha Vaz de
1923. Como as faculdades já recebiam jovens de ambos os sexos, esta lei
estendeu a convivência de gêneros aos adolescentes no ensino secundário,
quebrando a barreira da separação rígida que vinha desde o Império.
A
medida ainda deixava de fora as crianças, que só seriam beneficiadas em 1946, quando o Decreto-Lei 8.529
finalmente universalizou a coeducação no ensino fundamental. Mesmo com limites
temporais, o passo dado em 1923 abriu caminhos para a igualdade de
oportunidades e para a construção de uma sociedade mais justa. O conhecimento
não tem gênero!
Aplausos
para a nossa educação!
“O
NASCIMENTO DA UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES – UNE”
Recebemos
agora na praça o pelotão que resgata o nascimento da União Nacional dos
Estudantes, a UNE, fundada no Rio de Janeiro em 1937. Criada em um cenário de
forte polarização política, às vésperas da ditadura do Estado Novo, a entidade
nasceu para unificar a juventude na defesa intransigente da educação e da
democracia.
O
grande articulador desse marco foi o estudante de medicina Valdir Ramos Borges,
que entrou para a história como o primeiro presidente da instituição.
Há
quase nove décadas, a UNE brada que a força do Brasil está na voz e na coragem
de seus estudantes! Aplausos para o protagonismo juvenil!
“O
PETRÓLEO É NOSSO”
Vejam
que bela alegoria vem chegando na Praça! O público acompanha agora uma
representação da histórica campanha "O Petróleo é Nosso", mobilização
que sacudiu o país entre 1947 e 1953. Com garra e coragem, os estudantes da UNE
lideraram comícios e passeatas, exigindo que a riqueza do subsolo brasileiro pertencesse
ao seu próprio povo.
Nem
mesmo a dura repressão do governo Dutra calou a juventude; a pressão das ruas
contra os interesses estrangeiros foi o empurrão final para que Getúlio Vargas
fundasse a Petrobrás em 1953. É a soberania nacional desenhada em nossa
história com a participação direta dos estudantes.
“NAS RUAS, A VOZ DOS ESTUDANTES”
Neste
momento, a Escola Estadual de Felisburgo apresenta na praça um painel sobre a
memorável participação cívica dos estudantes na história do Brasil. O grupo
sintetiza essa trajetória em três grandes movimentos que definiram os rumos do
país: primeiro, a Passeata dos Cem Mil, em 1968, que uniu intelectuais e o povo
em uma reação corajosa contra a violência da ditadura militar, especialmente
após o assassinato do jovem estudante Edson Luiz de Lima Souto; depois, a
atuação decisiva nas Diretas Já, entre 1983 e 1984, onde a juventude organizou
comitês e caravanas pelo direito ao voto direto para Presidente da República;
e, por fim, o marcante Movimento dos Caras-Pintadas, em 1992, que levou
milhares de jovens às ruas pintados de verde e amarelo e vestidos de preto para
combater a corrupção e exigir o impeachment do presidente Fernando Collor de
Melo. Três gerações distintas de estudantes que exerceram a cidadania e
provaram que a voz da juventude é o motor de uma nação livre e democrática.
Vamos
receber o pelotão que traz um tema de profunda transformação social: a
trajetória da Educação de Jovens e Adultos. Essa caminhada histórica teve
início com as grandes campanhas de alfabetização em massa de 1947.
Nos anos
1960, a modalidade viveu uma verdadeira revolução com o método de Paulo Freire,
focado na realidade social e na conscientização dos alunos — uma prática que
acabou interrompida pelo regime militar para dar lugar ao Mobral, em 1967, com
um caráter puramente técnico.
Já no
período de redemocratização do país, a Fundação Educar descentralizou as ações
e resgatou propostas mais participativas.
Essa
longa jornada alcançou sua maior vitória com a Constituição Federal de 1988,
que consolidou a EJA não apenas como uma modalidade de ensino, mas como um
direito fundamental garantido pelo Estado a todos os cidadãos.
“A LUTA DOS PROFESSORES POR
DIREITOS”
Neste momento de celebração
cívica, a Escola Estadual de Felisburgo traz para a praça um merecido tributo à
trajetória de mobilização dos educadores brasileiros.
Essa caminhada histórica teve
suas primeiras sementes plantadas ainda no período imperial, através de greves
pioneiras contra os atrasos salariais, e ganhou estrutura na década de 1940 com
o nascimento das primeiras organizações sindicais.
Enfrentando tempos difíceis de
forte repressão durante o regime militar, a categoria demonstrou sua
resiliência no final dos anos 1970 ao promover paralisações históricas que
unificaram o movimento em todo o país.
Com o retorno da democracia, os
professores conquistaram força institucional, culminando na vitória histórica
da aprovação da Lei do Piso Salarial Nacional em 2008. Uma trajetória de
dignidade em defesa de quem constrói o futuro da nossa nação! VIVA A LUTA DOS
PROFESSORES!
“CAMINHOS DA PAZ: O ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA ESCOLAR”
(FOTO)
"Da festa das
nossas raízes ao abraço que transforma: a escola é o nosso maior terreiro de
esperança."
A história nos lembra
que a violência tentou erguer muros e silenciar sorrisos, mas a resposta da
nossa gente sempre foi o acolhimento. Das primeiras mediações ao combate ao bullying,
aprendemos que proteger nossas crianças é cuidar do futuro do Brasil.
Hoje, contra as
sombras digitais e a intolerância, erguemos um escudo feito de escuta ativa, afeto e segurança.
Este carro alegórico
celebra a transformação das salas de aula em verdadeiros santuários de paz,
onde cada jovem é ouvido, acolhido e livre para sonhar.
Por um país onde o
único eco nas escolas seja o da alegria, do saber e da união. Paz nas
escolas, paz na nossa cidade, paz no Brasil!
(FOTOS)
“EDUCAÇÃO NO CAMPO”
"A terra que
planta o sustento é a mesma que cultiva a sabedoria. Quem pisa o chão da roça
também semeia o amanhã."
Desde 2002, o Brasil
reconheceu que a vida rural tem seu próprio ritmo e sua própria riqueza. Ficou
para trás o tempo em que a roça precisava copiar o modelo da cidade. Com
diretrizes próprias, o ensino passou a respeitar as estações, o calendário
agrícola e a rotina da colheita.
A sala de aula no
campo virou espaço de resgate das raízes. Professores da própria comunidade se
tornaram mestres da sua gente, garantindo que o conhecimento valorize a cultura
local e permita aos jovens crescerem sem precisar abandonar sua história.
Este pelotão celebra o saber que nasce do solo, o respeito às nossas origens e a dignidade de quem transforma trabalho em vida.
“EDUCAÇÃO QUILOMBOLA”
Com calorosos
aplausos, vamos receber a Escola Municipal Nedina Alves Brandão, da Comunidade
Quilombola do Paraguai!
É a força da raça e
da nossa história chegando com dignidade ao chão da nossa praça. Um momento
tocante que exalta a ancestralidade que ensina, a memória viva que resiste ao
tempo e o território sagrado que se transforma em sala de aula todos os dias.
Consolidada em 2012 por meio de diretrizes nacionais específicas, a Educação Escolar Quilombola representa um marco definitivo no respeito às tradições, aos saberes tradicionais e à cultura negra. Com o uso de materiais pedagógicos próprios e a essencial valorização dos professores que pertencem à própria comunidade, essa importante conquista fortalece a identidade de nossas crianças e jovens, atuando na linha de frente do combate ao racismo estrutural. O conhecimento liberta e a cultura resiste! VIVA!
“ESCOLAS DE FELISBURGO”
Apresenta-se neste
momento o pelotão que abre o terceiro setor do nosso Desfile,
dedicado à história e à identidade da educação em Felisburgo.
Ele reúne as escolas
que, diariamente, constroem a educação em nosso município. Da cidade às
comunidades rurais, cada instituição é uma sementeira de sonhos, conhecimento e
esperança, formando cidadãos e transformando vidas.
Neste momento, homenageamos
todas as escolas que fazem florescer o saber em nossa terra, levando educação e
oportunidades aos mais diversos cantos de nosso município.
São elas:
01.
Centro
Municipal de Educação Infantil Maíra Maria de Sousa e Sousa
02.
Pré-Escolar
Municipal Periquitinho Verde
03.
Escola
Municipal Adão Costa Prates
04.
Escola
Municipal Euplínia Magalhães Barbosa
05.
Escola
Municipal Flaviano Moutinho de Souza
06.
Escola
Municipal Leolino Chapadeiro
07.
Escola
Municipal Nedina Alves Brandão
08.
Escola Estadual
de Felisburgo
09.
Escola
Estadual Tranquilino Pinto Coelho
A todas, GRATIDÃO!
“DIRETORES
DE TODOS OS TEMPOS”
Abrindo este
pelotão, segue a representação de Benvindo
José de Campos, figura que ocupa lugar de destaque na história
da educação da comunidade da Prata. Embora não tenha exercido oficialmente o
cargo de diretor escolar, é reconhecido pela comunidade como o grande precursor
da educação local, dedicando esforços para que o ensino chegasse às crianças da
zona rural e contribuindo para a formação das primeiras gerações de estudantes.
Em sua
homenagem, este pelotão também reverencia todos os homens e mulheres que, ao
longo da história, assumiram a missão de dirigir as escolas de Felisburgo,
conduzindo com responsabilidade e compromisso o desenvolvimento da educação em
nosso município.
Neste
momento, registramos nossa homenagem aos diretores que fizeram parte dessa
trajetória:
Abigair
Martins
Adilcinéia
de Oliveira Sousa Costa
Ana
Cecília Jardim Torres
Andreia
Michelle
Ângela
Barbosa da Cruz
Basília
Teixeira
Carlos
Roberto Rodrigues Rocha
Cilene
Brandão Magalhães Santos
Deane
Souza
Ergéria
Rodrigues Ferreira
Glay
Rubia Gomes de Almeida
Hyda
Imaculada
Ieda
Balerine
Ivone
França
Janice
Almeida Fonseca
Josélia
de Oliveira Sousa
Josiene
Leal
Juçara
Martins
Kenya
Alves de Figueiredo
Leny
Pinto Coelho
Lícia
Andrade Costa
Lilia
Brandão
Luana
Souza Viana
Mácio
Magalhães
Marciléia
de Matos Neves
Maria
Auxiliadora de Souza e Souza
Maria
Izabel Gamas Rodrigues
Maria
Nilde Baldraia
Maria
Zilba Félix
Marilene
Moraes Pinto
Maristela
Magalhães Lopes
Mayana
Martins
Modesta
Moreira
Nádia
Brandão
Neidina
Barbosa Carvalho
Neile
Soares Chaves
Neuza
Pinto Coelho
Neusa
Brandão
Nislândia
Pereira Silva Prates
Rana
Ferreira dos Reis Alves
Renata
Botelho
Rita
de Cássia Lima Tolentino Dias
Rita
de Cássia Pereira
Rosane
Figueiredo Pinto Coelho
Sandra
Baldraia
Sebastião
Rodrigues Chaves
Sílvia
Ferraz
Sinciliana
Brandão
Teresa
Lima Pereira e Souza
Valdirene
Rege
Vanusa
de Matos
Weber
Claret Campos Flores.
“MESTRA SINFLORA, A
PRIMEIRA PROFESSORA DE FELISBURGO
Apresentamos a
alegoria em homenagem à Mestra Sinflora,
reconhecida como a primeira professora de Felisburgo.
Em uma época em que a
região ainda iniciava seu povoamento e não existiam escolas organizadas, ela
levava o ensino aos casarões e fazendas da localidade, alfabetizando as
primeiras gerações de crianças do município.
Seu trabalho pioneiro
lançou as bases da educação em Felisburgo, abrindo caminho para o surgimento
das primeiras instituições de ensino e para a formação de inúmeras gerações de
estudantes.
Mestra Sinflora
permanece na memória de nosso povo como símbolo do desbravamento, da dedicação
ao ensino e do início da história educacional de Felisburgo.
À primeira professora
de nossa terra, nossa homenagem e reconhecimento.
“MESTRES QUE PARTIRAM E DEIXARAM SAUDADES”.
Há nomes que o tempo não apaga... Com emoção, respeito e gratidão, recebemos o pelotão da Secretaria Municipal de Assistência Social, que presta sua homenagem aos Mestres que partirram e deixaram saudades.
O passo da marcha é firme, mas o coração hoje
caminha pela lembrança. Neste 7 de Setembro, a nossa cidade desfila de mãos
dadas com a memória para homenagear os mestres que partiram, mas que continuam
vivos em cada ensinamento deixado e em cada história transformada pela
educação.
Foram mãos que conduziram os primeiros
traços, vozes que ensinaram as primeiras palavras e corações generosos que
fizeram do ato de ensinar uma verdadeira missão de amor. Não carregavam armas,
mas possuíam a mais poderosa das ferramentas: o conhecimento.
Hoje, uma cadeira permanece vazia, mas o
legado permanece presente. Eles se fizeram luz; e o eco de suas lições continua
iluminando caminhos, despertando sonhos e formando cidadãos.
A eles dedicamos nossa reverência, nossa
gratidão e nosso carinho. Porque existem mestres que não partem completamente:
permanecem na memória, tornam-se exemplo e passam a fazer parte da história de
um povo.
Aos nossos eternos educadores, o nosso amor,
o nosso aplauso e o nosso mais profundo respeito.
“PROFESSORES ATUAIS”
O silêncio da rua se faz reverência e o chão treme suavemente sob um novo ritmo. Não é o passo pesado, mas o compasso firme e gracioso da transformação. Aproxima-se o Pelotão dos Professores da Ativa
Os
professores são os guardiões do presente e os arquitetos silenciosos do amanhã.
Com o dom de transformar vidas, trazem nos olhos o brilho de quem acorda antes
do sol para iluminar mentes. No peito, carregam a convicção de que educar é um
ato de coragem e amor.
Eles
são construtores de pontes. Como nos ensina Paulo Freire: "Ensinar não é transferir
conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou
construção." Avançando juntos com seus alunos, cada educador
coleciona histórias de superação, acolhimento e gratidão. Eles são a chama que
não se apaga, a certeza de que uma nação soberana é feita de mentes livres.
Afinal, como disse Cora Coralina: "Feliz
aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Aplauda!
Aplauda os mestres da ativa! Pois o futuro do nosso país se constrói,
diariamente, no giz, no livro e no coração de um professor.
“MOTORISTAS DA EDUCAÇÃO”
(FOTO)
O desfile segue seu
curso e, neste momento, prestamos nossa homenagem a profissionais que fazem da
estrada uma extensão da sala de aula.
Chegam à praça os
veículos da Educação, conduzidos pelos motoristas do transporte escolar,
trabalhadores que, com responsabilidade, cuidado e dedicação, garantem
diariamente que centenas de estudantes cheguem à escola em segurança.
Antes mesmo que o
primeiro sinal toque, eles já estão em movimento, percorrendo estradas e
comunidades, vencendo distâncias e aproximando sonhos. Em cada trajeto,
transportam muito mais que alunos: conduzem o futuro de nossa cidade.
Recebam nossos aplausos os motoristas e a
frota do transporte escolar, cuja missão silenciosa e essencial contribui para
que o direito à educação alcance todos os cantos do município.
(FOTOS)
CLUBE DE AVENTUREIROS PEQUENOS LUZEIROS"
O Clube de Aventureiros atende
crianças de 6 a 9 anos, promovendo o crescimento físico, mental e espiritual
por meio de atividades lúdicas que unem família, escola e igreja. Embora tenha
surgido na Argentina em 1961, o programa foi oficializado mundialmente pela
Igreja Adventista em 1991, estabelecendo seus currículos e uniformes.
Em Felisburgo, o Clube Pequenos
Luzeiros foi fundado em 08 de fevereiro de 2023, sob a liderança de Márcia
Alcântara e Helízia Mendes. O projeto cresceu e hoje conta com 37 membros,
sendo 25 crianças e 12 da diretoria. Os encontros acontecem a cada 15 dias no
Centro de Educação Infantil Maíra Maria Souza e Souza, das 15h às 17h, com inscrições abertas no início de cada ano.
A principal meta do clube é levar Jesus às famílias e desenvolver o caráter dos pequenos por meio de acampamentos e classes. Guiados pelo voto de sempre fazer o melhor e por uma lei de obediência, os Aventureiros trabalham para cumprir seus requisitos e ser um brilho de luz na comunidade.
“CLUBE DOS DESBRAVADORES PÁSSAROS DO VALE”
O Clube de Desbravadores,
mantido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, é um movimento mundial voltado
para meninos e meninas de 10 a 15 anos, de diferentes classes sociais, cor ou
religião. Presente em mais de 160 países, o projeto foi implantado no Brasil em
1959 e foca no desenvolvimento harmônico
dos jovens por meio de um tripé fundamental. Na área física, os membros aprendem primeiros socorros, técnicas
de acampamento, nós e caminhadas ao ar livre. O aspecto mental envolve
o estudo de especialidades que vão da astronomia e ecologia às artes digitais.
Já o pilar espiritual e social fortalece o caráter através do estudo da Bíblia e
de campanhas comunitárias, como doação de sangue e arrecadação de alimentos.
São jovens cristãos que compartilham ideais de coragem, pureza e lealdade,
cultivando o respeito ao próximo, à natureza e à cidadania para construir um
mundo melhor.
BANDA E FANFARRA MUNICIPAL ALTANEIROS DA FELIZCIDADE
Sob o comando do Cabo
Alonso, recebamos com uma calorosa
salva de palmas a Banda e Fanfarra Municipal Altaneiros da Felizcidade
A Banda/Fanfarra
Municipal Altaneiros da Felizcidade tem suas raízes na antiga fanfarra da
Prefeitura Municipal de Felisburgo, criada na década de 1970 e atuante até o
início dos anos 2000. Presente nos desfiles cívicos de 7 de Setembro, em
eventos esportivos e em diversas celebrações públicas, ela marcou gerações e
tornou-se parte da memória afetiva de nossa comunidade.
Em 2010, por meio da
Lei Municipal nº 116, foi criada a Banda Municipal Saber e Arte. Contudo, as
atividades não puderam ser retomadas devido às limitações estruturais e à
necessidade de recuperação dos instrumentos. Em 2013, uma nova iniciativa
buscou reestruturar o projeto, que passou a ser denominado Banda Municipal Altaneiros da Felizcidade, conforme a Lei
Municipal nº 208.
FINAL
Senhoras e senhores, aqui encerramos
oficialmente o Desfile Cívico, Cultural
e Estudantil de Felisburgo 2026. Nosso sincero obrigado a cada um de
vocês que transformou este dia em uma linda festa de civismo e união. Tenham
todos uma excelente semana, muito obrigado e até o ano que vem, se Deus assim
nos permitir!"
ARQUIVO DE IMAGENS ALEATÓRIAS.



























































































