Época: Final
do Século XX - 1995
Origem: Felisburgo-MG
- Brasil
Espécie: Quadros: Artes Plásticas
Autoria: Glória
de Cássia
Procedência: Glória Cássia. Os Quadros foram doados ao Centro
Cultural Baptista Brazil de Felisburgo-MG pela própria artista.
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Os Quadros pertencem ao Centro Cultural Baptista Brazil e foram doados de forma carinhosa pela própria autora
“A pintura nunca é prosa. É poesia que
se escreve com versos de rima plástica.” – Pablo Picasso As artes
plásticas ou belas-artes são as formações
expressivas realizadas utilizando-se de técnicas de produção que manipulam
materiais para construir formas e imagens que revelem uma concepção estética e poética em um dado
momento histórico. O surgimento das artes
plásticas está diretamente relacionado com a evolução da espécie humana. O
artista plástico lida com papel, tinta, gesso, argila, madeira e metais,
programas de computador e outras ferramentas tecnológicas para produzir suas
peças.
Os Quadros de Glória Cássia (onze unidades), aqui tratados,
são desenhos feitos a lápis grafite que representam prédios e espaços da cidade
de Felisburgo (Capelinha de Nossa Senhora das Graças, Igreja Matriz de Nossa
Senhora do Rosário, Fachada Frontal do Cemitério Municipal, Poliesportivo José
Istácio Brandão, Terminal Rodoviário Leordino Souza Aguilar, Praça Del Rey,
Hospital de Felisburgo, Prefeitura Municipal, Mercado Municipal Sebastião Gomes
dos Santos, Centro Cultural Baptista Brazil) e, ainda, a Igreja Matriz de
Senhor Bom Jesus da cidade de Rio do Prado (cidade vizinha). (Vide fotos na galeria no final desta postagem).
O desenho é um suporte artístico
ligado à produção de obras bidimensionais diferindo, porém, da pintura e
da gravura.
Neste sentido, o desenho é encarado tanto como processo quanto como resultado
artístico. No primeiro caso, refere-se ao processo pelo qual uma superfície é
marcada aplicando-se sobre ela a pressão de uma ferramenta (em geral, um lápis,
caneta ou pincel) e movendo-a, de forma a surgirem pontos, linhas e formas
planas. O
resultado deste processo (a imagem obtida)
é chamado de desenho. Desta forma, um desenho manifesta-se essencialmente como
uma composição bidimensional formada por linhas pontos e formas.
Os
quadros são basicamente do mesmo tamanho, com orientação em paisagem
(horizontal), com fundos de compensado em cor natural e molduras de madeira
pintadas com tinta a óleo preta. Os desenhos produzidos com lápis grafite, sobre
folhas de papel cartolina, são revestidos por uma película transparente de
plástico. Podemos afirmar que os quadros de Glória de Cássia nos conduzem à
arte do grafite* e lembram muito os desenhos realistas.
* O grafite é
um tipo de arte urbana caracterizado pela produção de desenhos em locais
públicos como paredes, edifícios, ruas, etc. É bastante usado como forma
de crítica social, e, além disso, é uma maneira de
intervenção direta na cidade, democratizando assim, os espaços públicos. |
As
obras de Glória Cássia, no sentido estrito de Belas Artes, se constroem a
partir da perspectiva de aproximação entre as linguagens e saberes que passeiam
do realismo ao poético, que encontram em si um espaço privilegiado para a
reflexão sobre a interdisciplinaridade.
Iniciada
ainda na infância e estendendo até o final da vida da artista, o conjunto geral
de suas obras está marcado por uma abordagem simples que muito fala da vivência
e experiências de *Cassinha com o quotidiano de sua terra natal, Felisburgo.
Os
onze quadros que compõem a coleção e que são objetos nesse inventário, são
desenhos traçados utilizando da técnica do grafite e contemplam cenários
urbanos da pequena Felisburgo nas décadas de 1980 e 1990, principalmente. São
desenhos considerados realistas, ou quase isso, que registraram paisagens
daquela época.
Glória Cássia teve senso crítico muito apurado e soube usá-lo bem para alterar
tons, luz, aumentar o contraste, de forma a alcançar o objetivo esperado. Tudo
que ela produziu foi feito com muita dedicação; deu o melhor de si... que é
possível ver a emoção contida em todas as obras. Daí, preservar esta pequena
parte de suas obras (Quadros de Glória Cássia) que se encontra no Centro Cultural Baptista
Brazil é algo de extrema importância para as artes felisburguenses.
*Cassinha: Assim, Glória Cássia era chamada pelos familiares e amigos. Também era conhecida por
“Cássia”, “Cássia de Robim” e “Cássinha de Seu Nego de Dejão”
O
Conjunto de Quadro de Glória Cássia lembra a forma contemporânea de arte
essencialmente urbana (quase sempre são desenhos em muros, viadutos, prédios
etc.). No caso dos Quadros, sugerem que a artista se inspirou nesse estilo como
forma de expressão artística para retratar lugares da paisagem da cidade usando
o lápis gravite e se valendo do monocromatismo. Os desenhos cinzelados nas
cartolinas remetem também ao estilo realista das belas artes, pois os desenhos,
ainda que monocromáticos, mostram a tentativa de se aproximarem ao máximo do
factual.
"Os Quadros, produzidos nos anos de 1990, são desenhos que retratam determinados elementos a paisagem urbana e marcam um tempo histórico de Felisburgo. Eles valorizam a construção civil e a arquitetura daquela contemporaneidade, bem como, das primeiras décadas de fundação do povoado. Eles foram doados ao Centro Cultural Baptista Brazil pela própria artista".
A
iconografia do bem cultural ajuda a apreciar e, talvez, entender um pouco da
história da construção civil e arquitetônica do Município, pois, através das
imagens e formas expressas nas obras, somos levados a um passado recente que
remontam as ações humanas que transformaram a paisagem felisburguense.
Felisburgo
foi fundado no finalzinho do Século XIX e início do Século XX, entre os anos de
1899 e 1902. Em 1903, o Padre Emereciano Alves de Oliveira celebrou, na Casa de
Oração erguida pelo patriarca da Família Albino, a Primeira Missa. Tal
acontecimento oficializou o surgimento do lugar. Em 1915, o Frei Holandês Samuel Tetteroo impulsionou a
evangelização e inaugurou a Capela do Padroeiro São Sebastião, na atual praça
de mesmo nome.
O nascente povoado do Comercinho do Rubim ou Rubim do José
Ferreira teve estas denominações por estar situado nas cabeceiras do Córrego
Rubim do Sul e Córrego José Ferreira. Entre os pioneiros do Comercinho do Rubim
do José Ferreira destaca-se o diamantinense João Baptista Brazil Lopes de
Figueiredo, que em 1918, conseguiu a mudança do topônimo para Felisburgo, félix
– burgo, fusão de duas palavras do latim, cuja palavra significa “FelizCidade”
– literalmente, FELICIDADE.
“O belo Felisburgo com toda a justiça cotado pelos maiores que, com raras
intuição guiam os destinos de Jequitinhonha, para próximo futuro Distrito de
Paz, tendo essa localidade, de rara beleza topográfica e salubérrimo clima,
(...) Felisburgo, é o antigo Comercinho do José Ferreira ou Rubim – nome
genérico com que se designavam todas as fazendas, povoados e margens do córrego
de mesmo nome e que na intenção de salvá-lo da promiscuidade confusa, evitando desvios
prováveis de correspondência e da humilhante condição de lugar sem nome próprio
que o distinguisse dos demais, Baptista Brazil, recentemente, em 1918,
justificando os motivos que o levavam a tal gesto, oficializou ao orgam
competente da Câmara, apresentando o nome de Felisburgo, que foi naquela nobre
casa, geralmente aceito por seus ilustres pares, comprometendo-se o muito
ilustre Sr. Dr. Olyntho Martins, de na primeira ocasião, submeter à alta Câmara
do Estado a aprovação de tão necessária e justa medida.”. (Livro Inquérito Agrícola e Pastoril
do Município de Jequitinhonha – João Baptista Brazil Lopes de Figueiredo –
1922)
Felisburgo possuía, então, apenas uma praça às margens do
Córrego José Ferreira e uma única rua no sentido da atual Avenida Brasil. Daí,
por ironia, os habitantes de Rio do Prado, antigo Barracão, aqui representado
pelo Quadro da Igreja Matriz de Senhor
Bom Jesus, considerados rivais em desenvolvimento, chamavam os cidadãos
felisburguenses de “cachimbeiros” pelo fato do formato da área urbana ser
semelhado ao desenho de um cachimbo.
O primeiro Mercado, atual prédio do Itaú e da Emater-MG, foi
construído por Moisés Carneiro (1922), na mesma época, foi construído o prédio
que hoje é denominado de Centro
Cultural Baptista Brazil. O Antigo Mercado construído por Moisés
Carneiro era o ponto de encontro dos caixeiros viajantes e de pouso dos
tropeiros. Vale ressaltar que estes profissionais empreendiam o grande elo de
comunicação entre estes longínquos povoados e os primeiros responsáveis pelo
crescimento econômico das antigas comunidades.
Em 1948, quando Joaíma elevou-se a Município,
automaticamente, Felisburgo tornou-se um dos seus distritos. Em 1956 foi
inaugurada a Igreja de Nossa Senhora
do Rosário, substituindo a Capela de São Sebastião. Em 1958 foi
construído o Prédio da atual
Prefeitura Municipal para sede das Escolas Reunidas de Felisburgo. Em
30 de dezembro de 1962 foi criado o Município de Felisburgo, que foi instalado
a 1° de Março de 1963, inaugurando a sua Emancipação Político-Administrativa.
Em 1963, foi inaugurado o Cemitério
Municipal. A Associação Filantrópica de Proteção à Maternidade e a
Infância de Felisburgo – APROMIF foi instituída no ano de 1972. Ela mantém o Hospital de Felisburgo. Praça Del Rey foi construída e
inaugurada, em 1980, pelo então prefeito Geraldo Magalhães Barbosa. O Terminal Rodoviário Sebastião Gomes dos
Santos, atual Mercado Municipal, em 1985. O Mercado Municipal Leordino Souza Aguiar, atual Terminal Rodoviário,
foi inaugurado em 1988. Em 1992 foi construído o Ginásio Poliesportivo José Istácio Brandão.
O Município de Felisburgo possui extenso acervo cultural que
vai desde músicas, teatro, artesanato até o folclore e tradições religiosas que
movimenta o Município o ano inteiro e devido a sua altitude, Felisburgo, possui
um clima ameno com temperaturas agradáveis, principalmente ao cair da tarde,
quando começa soprar um friozinho. O clima ameno oferece campos verdes por
muitos meses do ano. Do alto das montanhas, observa-se baixadas com pastagens
intensamente verdejantes, sempre entrecortadas de rios e córregos de água
fresca. Aqui e acolá, uma cachoeira aparece para enfeitar o lugar... E,
assistir um pôr do sol, sentado na soleira da Capelinha de Nossa Senhora das Graças, construída em 1959, vendo
a cidade de Felisburgo do alto... É o máximo! Sem igual!
Um pouco da Biografia de Glória Cássia
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| Glória Cássia |
A Artista Plástica Gloria Cássia de Souza
Silva, autora do Conjunto de Quadros tratado neste inventário, nasceu na
Fazenda Baixa de Areia, nos arrebaldes de Felisburgo, na tarde álgica do dia 29
de junho de 1963, alguns meses da Emancipação Político-Administrativa do
supracitado Município (1° de Março de 1963). Filha de Florisvaldo Rodrigues da
Silva e de Cleonice de Souza Silva. Filha primogênita de dez irmãos. Devido à
fragilidade de sua saúde, só conseguiu concluir o curso do Magistério em 1988,
mas não exerceu a profissão.
Nascida sob o signo de Câncer, foi casada com
o poeta, historiador, ensaísta e radialista Robson Waite Mendes. - “Mais que meu marido, me foi, por dádiva
divina, cordado companheiro e luminoso guia” – Glória Cássia – Auto Biografia
redigida pouco tempo antes do seu falecimento. –
Do matrimônio nasceram cinco filhos, sendo que três faleceram
ainda bebês.
“Creio na existência do Criador, na
pluralidade da existência e acredito que não importa a escola religiosa ou
filosófica que pertencemos, se amarmos os nossos semelhantes e praticarmos o
bem, Deus estará conosco e nós estaremos com Deus”. – Glória
Cássia.
A
artista era muito modesta. Afirmava ser artista de profissão, mas, se
considerava amadora, por não ter frequentado uma escola de Belas Artes. “... e tudo que sei concernente a arte
plástica, aprendi sozinha, e após passar por vários estilos, fixei-me em Van
Gogh, ao qual me sinto ligada por forte laço espiritual, cujo os nós, pressinto
foram atados em vidas regressas, e se estenderão além dessa”. – Glória
Cássia
Glória Cássia participou de importantes exposições: 19ª Feira da
Paz em Belo Horizonte, promovida pelo Servas em 24 de abril de 1995; 1° Encontro
do Felisburguense Ausente, ocasião que foi agraciada com um troféu
(27/02/1993); 2° Congresso Ecológico da Escola Estadual de Felisburgo, em 05 de
maio de 1997, onde expôs como convidada especial; participou do Concurso de
Pintura Mural do 1° Encontro de Arte de Jequitinhonha (FESTIVAL
JEQUITINHONHENSE DE CULTURA POPULAR), nos dias 09 a 11 de agosto de 1999; expôs
no Casarão Bety Almeida em 10 de setembro de 1998; no Colégio Arnaldo em Belo
Horizonte (27/03/1999); em Arraial D’ajuda – Porto Seguro, nos dias 07 e 08 de
setembro de 1999; No CECAJE – Centro Cultural dos Artistas de Jequitinhonha,
entre os dias 24 a 26 de setembro de 1999; na Escola Municipal Euplínia
Magalhães Barbosa (10/10/1999); no Argos Clube de Felisburgo com o Tema:
“Felisburgo e a Arte de sua Gente” (17/12/1999); novamente no Argos Clube, no
dia 05 de março de 2000, com o Tema: “Universo Vivo”, em comemoração aos 500
Anos de Brasil e IV Ano de Encontro do Felisburguense Ausente; realizou sua 11ª
exposição nos dias *1 a 5 de maio, na
CEMIG de Almenara, sendo convidada para integrar o Programa da CEMIG intitulado
Arte da Terra. (*1 a 5
de maio: não foi registrado o ano na Auto Biografia da Artista). Em 2018, Felisburgo sediou a 35ª Edição do FESTIVALE – Festival de
Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha e, na ocasião, Cassinha foi
homenageada no segmento Mostra de Fotografia.
“São muitas as minhas alegrias, mas marcou-me
profundamente o nascimento dos meus filhos e a recuperação parcial da minha
saúde através de uma cirurgia cardiovascular. Já a maior tristeza, sem dúvida,
a morte dos meus filhos... e ver crianças sendo prostituídas e
assassinadas. Tenho um problema sério de saúde, Cardiectasia Progressiva mais
calcificação mitral e aórtica. Minha Mãe, Cármina Burana, a mulher nota 10, e
eu, claro. Tenho verdadeira devoção por Adolfo Bezerra de Menezes e Antônio
Francisco Lisboa, O Aleijadinho. Meu desejo maior: Que o ser humano fosse
mais... humano e sonho criar uma Fundação para apoiar crianças carentes e
jovens que queiram se profissionalizar... Uma personalidade: Chico Xavier,
padrinho da minha filha Cassiopéia Córis. Agora, o que mais detesto mesmo é de
pessoas desonestas, egoístas, mesquinhas, e qualquer violência perpetrada
contra o ser humano e a natureza. Atendo pelo Pseudônimo Lírio Branco e tenho o
apelido de Cassinha”. Glória Cássia – Auto Biografia
Gloria Cássia de Souza Silva faleceu em São Paulo em 2004.
GALERIA DO CONJUNTO DE QUADROS DE GLÓRIA CÁSSIA - PATRIMÔNIO CULTURAL INVENTARIADO DE FELISBURGO
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| Quadro Capelinha Nossa Senhora das Graças |
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| Quadro Fachada do Cemitério Municipal |
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| Quadro Centro Cultural Baptista Brazil |
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| Quadro Hospital de Felisburgo |
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| Quadro Igreja Matriz de Senhor Bom Jesus de Rio do Prado |
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| Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário |
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| Mercado Municipal - Antigo Terminal Rodoviário |
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| Poliesportivo José Istácio Brandão |
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| Praça Del Rey |
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| Prefeitura Municipal |
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| Terminal Rodoviário - Antigo Mercado |
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| Homenagem a Glória Cássia no 35 FESTIVALE - Felisburgo |
REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS:
- WIKIPÉDIA, a Enciclopédia Livre – Artes Plásticas – Março/2020
- UOL, Educação – Grafite,
uma forma de arte pública – Site Uol
- PINTAR, Amo – O que
é Monocromia? O Esquema mais simples de cor!
- BRAINLY – Artes
Ensino Fundamental Básico
- EDUCPOESIA Blog – Resenha
da História de Felisburgo – 2012
- FIGUEIREDO, João Baptista Brazil Lopes de – Inquérito
Agrícola e Pastoril do Município de Jequitinhonha – 1922
- SILVA, Glória Cássia de Souza – Autobiografia – Início
década 2000
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Bem
de interesse de preservação e indicado para fins de tombamento pelo Patrimônio
Cultural de Felisburgo.
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FICHA
TÉCNICA
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Fotografias
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Joeslane Gil de Souza, João Pedro Félix,
Jô Pinto, Arquivo da Família de Glória Cássia
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Transcrição
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Gladiston Batista de Araújo
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Levantamento
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Gladiston Batista de Araújo e Paula
Andréia Costa Santos
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Elaboração
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Gladiston Batista de Araújo
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Revisão
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Paula Andréia Costa Santos e Azenilda
Camargo Costa
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Local e Data
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Felisburgo-MG, 20 de novembro de 2020
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