quarta-feira, 16 de maio de 2012

A AMIZADE É UM MEIO DE NOS ISOLARMOS DA HUMANIDADE CULTIVANDO ALGUMAS PESSOAS - Carlos Drummond de Andrade

Você é forte, dentes e músculos. peitos e lábios... 
Você é forte, letras e músicas... Todas as músicas!!!
                                                                                                 (Caetano Veloso)


Delicada Mulher de Poder

                                    (Para Paula Andreia)

A natureza
em sua sábia
mais que sabida
sabedoria
gerou uma
pintura
que inspira a
alma
que se traduz
em palavras
e são lançadas ao
vento
que vão voando
pelos caminhos
doloridos de tantos
corações
amolestados pelas fadigas
de uma vida
confusa
sem graça
às vezes sem sentido
em si própria

uma pintura...
uma arte tão
valorosa
que não se cabe em
palavras
transcende o tempo
o espaço físico
e se envereda pelo
espaço
eterno/eterna
pintura
só comparada
a sóis
luas
e estrelas que
nascem todas as manhãs
e se expandem riscando o escuro
feito leitosa via láctea a adornar o céu.

                                            (Gladiston de Araújo)
                                                                            

 

Significado do nome Paula

Origem: Latim

Significado: Pequenina, delicada

Significado do nome Andreia

Origem: Grego

Significado: Mulher de poder.

 

OBS.: Quando dei título ao poema, pela luz resplandescente dos céus, eu não sabia os significados dos nomes, dessa Delicada Mulher de Poder. Hoje, o google proferiu estes significados... Foi enorme a minha surpresa!

 


"Hoje direi que a vida é uma festa,
farei dessa festa a minha vida".
                                        (Rômulo Mell Santos)

O LUGAR ONDE VIVO - Tema do poema da Olimpíada de Língua Portuguesa, desenvolvido pelos alunos do professor Gladiston, quinto ano 2010



A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro desenvolve ações de formação de professores com o objetivo de contribuir para a melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras. A Olimpíada tem caráter bienal e, em anos pares, realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. Na 3ª edição participam professores e alunos do 5º ano do Ensino Fundamental (EF) ao 3º ano do Ensino Médio (EM), nas categorias: Poema no 5º e 6º anos EF; Memórias no 7º e 8º anos EF; Crônica no 9º ano EF e 1º ano EM; Artigo de opinião no 2º e 3º anos EM. Nos anos ímpares, desenvolve ações de formação presencial e a distância, além da realização de estudos e pesquisas, elaboração e produção de recursos e materiais educativos.
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro e uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec — Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária,  a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro tem como parceiros na execução das ações o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Canal Futura.
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro fundamentou-se na experiência do Programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social e pelo Cenpec. Criado em 2002, o Programa constituía uma estratégia de mobilização dos professores por meio de um concurso de produção de textos, que teve três edições voltadas para professores de 4ª e 5ª série do Ensino Fundamental.
Em 2007, foi firmada parceria com o Ministério da Educação, o que possibilitou ampliar a abrangência das ações e a quantidade de anos escolares atendidos por essa iniciativa que passou a ser denominada Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, tendo sido incluída como uma ação do Plano de Desenvolvimento da Educação.
Em 2010, ano da 2ª edição da Olimpíada, inscreveram-se mais de 140 mil professores com uma estimativa de cerca de 7 milhões de alunos de 60 mil escolas públicas localizadas em quase todos os municípios do país (5.498).



CLASSIFICAÇÃO DOS POEMAS A NÍVEL DE ESCOLA
Escola Municipal Euplínia Magalhães Barbosa


Primeiro Lugar da Escola e Segundo Lugar do Município
Título: CIDADEZINHA
Autor: Felipe Alves da Silva



CIDADEZINHA

Cidadezinha...
Onde  posso brincar e estudar
Lugar  pequenininho
Onde  quero  ficar

Aqui  tem  muita  festa
Que  faz  todo mundo  sair do chão
Com amor e  alegria
E muita  paz no  coração

Tem arte  e  tem  cultura
Esporte  e  educação
Apoiados  pela  prefeitura
Envolvendo  a  população

Felisburgo  é  minha  cidade
Tenho  orgulho  em  dizer
A ti , a minha  poesia
Escrita  com  muito  prazer!

(Felipe Alves da silva)




Segundo Lugar da Escola
Título:O amanhecer de Felisburgo
Autor: Andrine Resende Rodrigues


O amanhecer em Felisburgo
 De manhazinha
O sol vem raiando
As rosas desabrochando
E pássaros cantam o alvorecer de meu lugar
Felisburgo é puro cheiro de terra exalando o amor

Vêm nuvens marolando
No céu de azul manhã
A lua se escondendo
Vem vento soprando na cabeceira da serra
E a aurora voando se encanta com a Pampulhinha.

Amanhecer de arco-íris
De borboletas multicoloridas
Que bailam suas brilhantes asas
Sinfonizadas pelo suave galo cantador de quintais dormidos.

E a cidade minúscula desperta
Primeiros passos são ouvidos
Agora, os latidos da madrugada foram calados
E do fogão da vizinha o cheiro do café matinal saúda o novo dia.
( Andrine Resende Rodrigues)


 Terceiro Lugar da classe
Título: A vida em Felisburgo
Autor: Laís Pereira Ramalho



A vida em Felisburgo

A vida em Felisburgo é uma jornada
De bons e maus momentos
Com dias de sol e dias nublados
Com sorrisos largos e lágrimas apertadas
Encontros e desencontros

Felisburgo, meu lugar
Diverso, disperso
É  motivo para pensar
Questão de sobrevivência
Num mundo adverso.

Terra de valores espirituais
Engolidos pela matéria
Que desencontra a si mesma
E se perde do outro

Longa é a jornada
Desafiador é o caminho torto
Vêm crises: maltratam
Se apresentam problemas: enervam

Tensões que cansam, que cantam
Que enfrentam, que encontram
Silêncio, meditar
Hora de pensar

O meu lugar é a terra da felicidade...

(Laís Pereira Ramalho) 


OFICINAS E ESTUDOS PREPARATÓRIOS DA TURMA DE GLADISTON







Para terminar
Alma Cabocla
(Paulo Setúbal)

E, na doçura que encerra
Esta simpleza daqui,
Viver de novo, na serra,
Entre as gentes desta terra,
A vida que eu já vivi...

 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

QUADRO PONTO DE VISTA – RÁDIO CIDADE LIVRE FM – 16 DE MAIO DE 2001

A FAMÍLIA FOI TEMA CENTRAL DA PEÇA PRODUZIDA POR ALICE PEREIRA
Caros ouvintes,

O Quadro Ponto de Vista de hoje, almeja, sem quaisquer pretensões, analisar ou impor interpretação unilateral do texto de Alice Pereira, apresentado ontem no auditório das mães. Mas, tem a intenção de opinar sobre a temática desenvolvida por ele.
A Peça foi composta de dez personagens e todos faziam parte de uma mesma família, dividida em quatro gerações: avó, casal de pais, filhos e netos. Uma família completa.
Esta família, no espetáculo, viveu alegrias e também mazelas bastante comuns nas comunidades familiares.
Família... Pilar de sustentação da sociedade! Apregoam os intelectuais e os religiosos as abençoam e santificam. Todos concordam e comungam ser a família o alicerce necessário para a construção de um mundo melhor. Pensando assim, é justa a necessidade que todos os segmentos estejam intrinsecamente ligados, independentes de questões ideológicas, étnicas, culturais ou de nacionalidade. É imprescindível, que todos dispensem suas ações no sentido de promover e de enaltecer a família. Ascendente teria que ser a tomada de consciência de todos, diante do desafio de em tudo se fazer para alcançar a excelência familiar.
Na Peça, a autora, de maneira perspícua, nos mostrou a problemática vivida pelas famílias, e, de modo especial, chamou a atenção dos espectadores para o tema principal de sua história: o desemprego; negação do direito ao trabalho.
O desemprego, utilizado como eixo central da trama se torna o abjeto desencadeador de todos os conflitos vivenciados na história.
Para início de conversa, aquele que lhe era reservada a missão de cuidar do sustento do grupo, encontrava-se totalmente desprovido de ser absorvido no mercado de trabalho.
Subjetivamente, pudemos chegar a alguns possíveis fatores que impossibilitavam aquele chefe de família à empregabilidade: a quase inexistência operacional de políticas voltadas para a geração e manutenção de postos de trabalho; falta de qualificação profissional adequada que pudesse atender às demandas do exigente e competitivo Mercado globalizado; promoção indiscriminada do neoliberalismo sistematizado em detrimento da dignidade humana...
O planeta globalizado dos “homens bons” visualiza o ser humano apenas como material potencializado e capaz de realizar ações mecânicas. Não abre espaços para as participações ativas e opinantes dos operários, que são os verdadeiros agentes do processo de produção. Também é notória, da parte dessa nova ordem mundial, a exclusão de pessoas mais velhas, porém, experientes e aptas para o campo de ação. Bem, poderíamos enumerar aqui, inúmeros fatores que são incisivos nesta questão e dizer que sem trabalho, a família sofre consideravelmente as suas consequências. Isso tudo compromete, altamente, a qualidade de vida dos membros familiares e, inevitavelmente, o fantasma da desagregação familiar passa a rondar os lares brasileiros.
Na peça, a família da trama, assistiu à saída do filho mais velho, que inicialmente, buscou a “sorte” no Rio de Janeiro e, não sendo bem sucedido na segunda megalópole do país, emigra para os Estados Unidos. O jovem vai para o estrangeiro deixando para traz a sua identidade, sua cultura, suas origens. Vai se aculturar em terras norte-americanas. Vai para distante de sua Pátria, em busca da realização de sonhos e do afã de salvar a família do infortúnio lastimável e, do quadro de miséria quase extremado em que vivia.
Nos Estados Unidos, Lalau (nome bem sugestivo, não acham?), contrariando a vida real, conseguiu se estabelecer; tornou-se rico em terras de Tio Sam... E, de maneira incrível, não se corrompeu.
Enquanto isso, aqui em terras "brazucas", os que ficaram se viravam como podiam.
A avó, contribuindo com o orçamento doméstico, e sempre interpondo nas discussões abrasivas do casal. Ela fazia pirulitos e o neto caçula os vendia pelas ruas da cidade.
O espetáculo não deixou claro, porém, nas entrelinhas veio o questionamento: “Seria justo aquela matrona, depois de anos a fio de trabalho, dividir com a família a sua pequena aposentadoria? Não deveria esse benefício ser destinado à sua própria manutenção? Neste trecho da apresentação vimos também, ainda que de maneira sutil e bem humorada, a exploração do trabalho infantil. Foi delatado de maneira tal, que entendemos que dificilmente isso aconteceria se os adultos tivessem rendas suficientes para suprirem fartamente a casa.
“Lugar de criança é na escola”. Assim veicula a mídia, anunciando decreto do próprio governo. Entretanto, soa falso. Cria-se um paradoxo totalmente perceptível e utópico nesta conjuntura vigente.
Outro ponto da história que chamou-me a atenção foi a acintosa e marcante rebeldia de Corina, filha do casal, que enfurecia o pai e acabrunhava a mãe. Cheia de más companhias e iludida pelo modismo, constantemente, fugia às boas regras de moça de família. Agia com falta de responsabilidade (situação bastante comum entre jovens e adolescentes sem orientações adequadas). Esse tipo de comportamento juvenil acentua-se muito em famílias que não conseguem lidar com o mérito da questão, tanto pela abulia quanto pelo despreparo educacional.
Para finalizar, caro ouvinte, vale ainda o ditado: “Entre mortos e feridos, todos se salvaram”. Kkk
O filho americanizado voltou e trouxe em sua bagagem, além de mulher e filhos, as verdinhas que chegaram ainda em tempo de resgatar aquela família do calabouço, e, finalmente, proporcionar-lhe uma vida feliz, digna e independente.
É, minha gente! Tudo pode acontecer... Até mesmo um milagre ou, quem sabe, um Salvador da Pátria poderá aparecer! Afinal, estamos vivos! E, enquanto existir a vida, haverá de existir a esperança...

Parabéns a todos do elenco...
Parabéns, Alice!
Foi uma aula de cidadania singular e um puxão de orelha bem dado.
Gladiston de Araújo – maio/2001

sexta-feira, 11 de maio de 2012

NA JANELA EU VIA O TEMPO... O TEMPO DE UM MENINO MOLEQUE!




















Um moleque na janela

                                                             Ao amigo,
                                                       Almino Júnior

Acordei moleque
sentado à janela
vendo o sol se esconder
mesmo antes do entardecer
acho que ele ficou cansado
a aurora ficou vadiando
e endoideceu o sol
Aurora é moça faceira
companheira da madrugada
e amante dos matinais que cismam
sempre em avançar pro meio do dia
na busca de sestas viciadas e preguiçosas.

E eu ali,
sentado à janela
perdendo o meu jeito e momento de moleque! 
                                                                               
                                                                             (Gladiston)

                          
AUTOR DESCONHECIDO - IMAGEM COPIADA DO MURAL DE ALMINO JÚNIOR